"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

sábado, 24 de setembro de 2011

Um clamor profético pelo pastoreado




Tenho tido muita dificuldade de escrever, pois estou amarga. Tenho vivido situações amargas. Não sou uma pessoa que defende e acredita que a igreja é um arraial livre de problemas e complicações, no entanto, decepções frequentes e surpresas desagradáveis têm me deixado amarga. Com maior frequência acontecimentos relacionado a pastores.
Pastores deveriam ser consagrados para cuidar, amar, defender as ovelhas e, é claro, pregar o evangelho. Ganhar dinheiro, súditos, popularidade e fazer palestras interessantes não deveria ser o foco. Vejo pastores perdendo o referencial de Jesus assemelhando-se a políticos em defesa de seus cargos, atacando e maquinando uns contra os outros.
Lendo um artigo sobre a ética pessoal dos profetas, do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, cheguei a conclusão de que minha angústia e amargura de coração em relação a esse grupo de supostos servos de Deus talvez não seja  drama fruto de descobertas ruins e sim uma constatação de uma verdade cruel: é raro achar pastores de ovelhas, profetas do povo e é muito mais fácil achar víboras, fariseus, palestrantes e administradores.
O verdadeiro profeta de Deus deve ter uma absoluta ausência de ganância moral. Precisa revelar uma lealdade inegociável à Palavra, um inconformismo extremo com o erro e, como pastor, um amor incondicional e indiscriminado pelas pessoas acima de qualquer coisa. Infelizmente o quadro atual não é assim na maioria. Os bons pastores, que cuidam e tratam, muitas vezes são aqueles que ninguém conhece, são massacrados, quando mandados por Deus a igrejas maiores por não estarem de acordo com o perfil desejado.
Por isso, é papel também dos líderes observarem e ajudarem os pastores. Repararem  se o pastor deles está de acordo com o a vontade de Deus e caso não estiver, não tentar tirá-lo a qualquer custo, contudo, através da oração, do diálogo e do convívio do dia a dia, colocar-se a disposição dele para mudar e corrigir o que estiver errado.

Mateus 23 tem ecoado no meu coração. O clamor de Jesus aos líderes religiosos da época é o mesmo até hoje. Apesar desse tipo de joio, existem pastores que se comprometem primeiro com as pessoas, depois com a instituição e nunca com o dinheiro. Então, focando nossos corações neles é que não desistiremos do pastoreado verdadeiro.

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