Martinho Lutero lutou muito com a relação entre a soberania de Deus, o livre-arbítrio e pecado humano. De fato, um dos maiores livros já escrito sobre o assunto, A Escravidão da Vontade, veio da caneta de Lutero. Quando Lutero enfrentou esse problema, ele lutou especialmente com o Antigo Testamento em passagens onde se lê que Deus endureceu o coração do Faraó (Ex 4:21; 7:3–2, 13–14, 22–23; 8:15, 19, 30–32; 9:27–10:2; 10:16–20, 24–28).
Quando lemos essas passagens, tendemos a pensar, “Isso não sugere que Deus não apenas age por meio dos desejos e ações humanas, mas que Ele na verdade foca o mal sobre eles?” De qualquer forma, a Bíblia diz que Deus endureceu o coração de Faraó.
Quando Lutero discutiu isso, ele observou que quando a Bíblia diz que Deus endureceu o coração de Faraó, Deus não criou maldade no coração de um homem inocente. Lutero disse que Deus não endurece o coração das pessoas colocando o mau em seus corações. Tudo que Deus precisa para endurecer o coração de alguém é reter Sua própria graça; ou seja, Ele dá a essa pessoa mais de si mesmo.

Coram Deo

Seu coração está aberto para as necessidades dos outros?  Ele é sensível as coisas espirituais? Peça a Deus que  mantenha o seu coração compassivo e flexível a Sua vontade divina e propósitos.
Êxodo 4:21 “Disse o SENHOR a Moisés: Quando voltares ao Egito, vê que faças diante de Faraó todos os milagres que te hei posto na mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo.”
Salmo 95:8 “Não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto.”
Deuteronômio 15:7 “Quando entre ti houver algum pobre de teus irmãos, em alguma das tuas cidades, na tua terra que o SENHOR, teu Deus, te dá, não endurecerás o teu coração, nem fecharás as mãos a teu irmão pobre.”