"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

INVISÍVEL SIM, IMPERCEPTÍVEL NÃO!


                                                             



Aprendi a doutrina da igreja visível e invisível faz uns 15 anos. Confesso que faz parte do rol de assuntos que não me encantam, apesar de trazer consigo verdades importantes e polêmicas. Se não me chamarem de herege dessa vez, não o farão nunca mais!
A doutrina é daquelas que procura explicar algo difícil de lidar. De maneira simplista, a igreja como a vemos: com seus templos, programas de rádio e tv, membros e pastores não é, necessariamente, a de Jesus. A do mestre é composta pelos regenerados no seu sangue, independente da membresia ou denominação que o (a) cidadão (a) pertencer, ou seja, é invisível aos olhos humanos.
Dessa maneira, é possível entender tantas pataquadas praticadas em nome da “igreja”, “evangelho” e “cristianismo”. Pessoas que não têm nada que ver com Cristo e seu reino, mas que de alguma maneira interpretam o papel de “discípulos de Jesus”. Talvez sejam esses que dirão no último dia: “Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?” (Mateus 7:22), e ouvirão a terrível resposta “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (v. 23).
Nesse contexto, importa mesmo pertencer à igreja invisível. Lembrando sempre que igreja não é instituição nem local físico, mas sim pessoas que aceitaram Cristo como senhor e salvador. Fazer parte do rol de membros de uma organização não tem relação direta e obrigatória com ser cristão, salvo ou cidadão do reino de Deus, por mais que muitas lideranças – interessadas em perpetuar o status quo – tentem nos convencer do contrário.
Vou além: não vejo nenhuma obrigatoriedade em frequentar igreja para viver uma vida cristã autêntica. Por exemplo, Jesus nunca convocou ninguém para frequentar templos, pelo contrário (vide a conversa com a mulher samaritana em João 4: 20 a 24). É claro que estar em contato com outros membros do corpo de Cristo (de mesma fé cristã) pode ser uma boa experiência, mas o vínculo eclesiástico, na minha opinião, em muitos casos serve até como empecilho à prática da fé.
Jesus mandou “amar a Deus acima de tudo e ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22: 37 a 39). Isso não significa ir a nenhum templo. Claro, uns gostam de ir à igreja (instituição) todos os dias. Outros, contudo, vivem suas vidas cristãs distantes dos púlpitos e dos “períodos de louvor”, e nem por isso estão erradas. Se estiverem executando os mandamentos de Cristo após serem lavadas por seu sangue, ouvirão qual tipo de acusação no dia do juízo? Vamos imaginar?
  • “Vamos ver… andou dissolutamente até os 30 anos, conheceu o evangelho e se entregou a Cristo. A partir de então, passou a testemunhar o amor de Deus entre seus conhecidos, fez o que pôde para auxiliá-los e glorificou o Pai com uma vida digna e honesta. Mas, infelizmente, não frequentou a igreja da qual era membro e fora batizado, portanto: CONDENAÇÃO ETERNA!” – Fala sério, não é mesmo?
Deus nos mova na direção da pátria celestial, onde não haverá tristeza nem dor. É para lá que devemos querer ir. Agora, o caminho é através de Jesus, não da igreja. Contudo, como igreja que somos, o chamado é para sermos relevantes, não invisíveis!

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