"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

sábado, 22 de outubro de 2011

O DOM DE LINGUAS SEGUNDO AS ESCRITURAS





É muito comum haver dúvidas quanto a funcionalidade do dom de línguas. Isto porque infelizmente na maioria das vezes há uma certa conformidade em aceitarmos o dom da maneira que nos é apresentado, ou seja, no campo da experiência individual do outro (o que duvido e muito que o que há são experiências de fato).

Há pelo menos 6 textos que mencionam línguas como dom

- Mc 16.17; At 2.1-12; 10.46; 19.6; 1 Co 12.10, 28, 30; 14.1-39

A questão das línguas como dom esbarra sempre na maneira como as versões apresentam as qualidades das línguas (novas, outras, variadas ou estranhas) e isto vai depender de cada versão ou passagem. Esbarra também em como isso acaba sendo interpretado e aplicado, o que fatalmente, e num número assustador vemos claramente os equívocos.

A evidência legítima do dom
Já de pronto vamos deixar claro que não há evidência nas escrituras de que alguém falou em língua de anjos. Este é o ponto equivocado em acharem que os termos; “novas, outras, variadas ou estranhas” queiram dizer que a linguagem seja de anjos.

Dos 6 textos acima onde línguas aparecem como dom, 2 deles só mencionam que o dom é de distribuição divina (Mc 16.17; 1 Co 12.10, 28, 30). Estes nada explicam e seu exercício.

Restam 4, e destes, 3 já mostram o dom sendo exercido publicamente (At 2.1-12; 10.46; 19.6). Vamos examinar os 3 textos e verificar o seguinte: não houve manifestação alguma de línguas angelicais neles.

1)  At 2.1-12 – Quando desceu o Espírito Santo sobre os que estavam reunidos, na primeira o que lemos é que eles começaram a falar em outras línguas (v.4)

Mas quais línguas?

Segundo os próprios ouvintes, cada um na sua própria língua (idioma) d origem (vs. 8-11). Os medos, partos, cirineus e assim por diante estavam atônitos por um simples fato:

“Não são galileus todos os que estão falando?” (v.7)

Ou seja, galileus falam no máximo aramaico (ainda que havia uma certa influência do grago no meio deles), e na ocasião, por distribuição do Espírito falam em línguas que eles mesmos não conheciam. Veja, eles falavam na língua dos outros, não é que os outros entendiam ou interpretavam o aramaico na língua deles, senão isto seria interpretar línguas e não falar em línguas.

2) At 10.46 - Este é um texto que mal entendido serve para os que pensam que a distribuição de língua angelical é bíblica. Isto porque alguns anulam detalhes simples de se observar na ocasião em que este grupo falou em línguas.

Pegue todo o capítulo 10 e veja que alguns personagens são centrais (Pedro e Cornélio). Se eu levar em conta que todos falaram em línguas ali na casa de Cornélio, romano e logo de fala grega e que Pedro era judeu e falava aramaico, vem a tona a pergunta: “Que língua falou Pedro”. Levando em conta que Pedro vai a casa de Cornélio para compartilhar das maravilhas de Cristo e que sua língua mãe era o aramaico, Cornélio recebeu uma mensagem na sua língua, falada por um indouto no grego.

Outro ponto aqui é At 11.1-3, Pedro é questionado pelos apóstolos e os outros judeus sobre sua pregação na casa de Cornélio. Agunta é: “Como estes ficaram sabendo disso?”

No mínimo algum judeu estava na casa de Cornélio. Afinal, Cesaréia, apesar de ser uma província romana em Israel, tinha habitantes judeus que frequentavam a casa do piedoso romano Cornélio. Algum judeu ouviu ou viu o que ocorreu. Como era assustador que o Espírito pudess ser concedido também aos gentios era óbvio que estes gentios falaram na língua judaica corrente e assim puderam questionar o evento à Pedro.

3)   At 19.6 – Outro texto sem aplicação de contexto deixa no ar uma idéia de que a linguagem de anjos é concedida. Entre At 18.24 e 19.6 temos a figura de Apolo pregando a judeus em Éfeso, ou seja havia uma mistura clara de fala judaica e grega na região. O batismo com o Espírito Santo concedeu que eles falassem provavelmente na linguagem judaica, para que os judeus entendessem a mensagem e não só a manifestação

Para e pense
Avalie At 10.46 e 19.6 e perceba que há sempre judeus no meio , até mesmo os que eram prosélitos (At 2.1-12). Nos capítulos 2; 10 e 19 sempre houveram judeus questionando os eventos mencionados. Em At 11 a indignação dos judeus ao saber que Pedro foi na casa de um gentio e que estes receberam o Espírito Santo era muito grande. Esta observação esbarra no propósito fundamental do dom línguas naquele período e que é mencionado em 1 Co 14.

A finalidade das línguas

A manifestação é um sinal para os incrédulos (v.22). As manifestações distribuídas e avaliadas estavam sempre ligadas ao fato de tanto judeus, que se achavam detentores das dádivas divina, quanto gentios, chamados de escória estavam na incredulidade e todas as manifestações estavam ligadas a anunciar a verdade de Deus, por isso que a linguagem humana é intimamente ligada ao dom de línguas e não de anjos. O que mais impressiona e ratifica esta questão tão polêmica e mal resolvida é que Paulo em 1 Co 14.21 repete o que Isaías já havia dito:

Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo.
Isaías 28:11

A conexão dos textos afirma que a linguagem estrangeira e não angelical seria o canal de comunicação para um período onde um número muito de grande de variedades de idioma estava presente na missão da igreja.


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