“Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (v. 27).
Mateus 11:25-30:
 Naquela ocasião Jesus disse: Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, pois assim foi do teu agrado. Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece o Filho a não ser o Pai, e ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aqueles a quem o Filho o quiser revelar.Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
A visão bíblica do homem vê todas as pessoas (exceto Cristo), desde Adão e Eva como tendo nascido corruptas e, portanto, carentes de um desejo de agradar a Deus. Ninguém é justo (Rom. 3:9-18). Na verdade, esta corrupção existe desde o momento da concepção (Sl 51:5), e estamos felizes em permanecer mortos em pecado e cegos para o Reino dos céus, separados da graça de Deus (João 3:1-8; Rom 6. : 17; 9:14-16).
O que é notável sobre a oposição que Jesus enfrenta em Mateus 11 não é que alguns O odeiam (vv. 16-24), mas sim, que é um milagre que Ele seja completamente aceito. Este é um dos muitos pontos desta passagem. Ao louvar o Pai por revelar a salvação de seu povo, o próprio Cristo afirma a soberania de Deus na redenção, que é uma verdade enfatizada ao longo de toda a Escritura. Somente aqueles a quem o Pai escolheu irão colocar a sua fé no Messias (Rm 9:1-13). Deus não escolheu salvar a todos, e Jesus também louva Seu Pai por ocultar a salvação daqueles que amam sua própria sabedoria (Mt 11:25-26).
No entanto, como a Confissão de Fé de Westminster 3,6-7 nos diz, a escolha de Deus de deixar algumas em seu pecado (reprovação) não se confunde com sua escolha de salvar o Seu povo. Nosso Criador escolhe resgatar muitos de sua queda, a outros Ele não estende a Sua graça, entregando-os, assim, à perdição. Os eleitos são salvos da ira que estava sobre eles merecidamente; os réprobos são deixados em seu caminho pecaminoso rumo à condenação. João Calvino diz, Deus ao “aproximar alguns, e deixar outros de lado… só faz uma distinção entre os homens, cuja condição é, por natureza, idêntica.”
A eleição divina de maneira nenhuma nega a nossa responsabilidade de estender o Evangelho a todas as pessoas. Imediatamente depois de afirmar eleição divina, Jesus chama todos os oprimidos a descansarem nEle (vv. 27-30), sabendo que, daqueles escolhidos para a salvação, todos manifestam a sua eleição ao confiar no Filho. Portanto, os pecadores não precisam se preocupar em serem impedidos de vir a Cristo por causa da eleição, pois Jesus nunca lançará fora alguém que descansa Nele (João 6:37).
Matthew Henry comenta: “São convidados a descansar em Cristo todos aqueles, e apenas aqueles, que estão conscientes do pecado como um fardo, e gemem embaixo dele; que não estão apenas convencidos da maldade do pecado, do seu próprio pecado, mas estão contritos na alma por causa dele; que estão realmente fartos de seus pecados”.

Coram Deo


João Calvino escreve que Cristo não nos elegeu e redimiu para que pudéssemos pecar livremente. Em vez disso, os cristãos são “levantados pela sua graça, [afim de que] eles também possam tomar o Seu jugo sobre eles, e de que, por serem espiritualmente livres, eles possam conter a libertinagem de sua carne.” Colocamos sobre nós o jugo leve e suave dos mandamentos de Jesus quando confiamos nEle, e deixamos de ser escravos do pecado para sermos escravos de Cristo. Você é Dele se você confiar em Jesus e se esforçar para servi-Lo.

Passagens para Estudo Adicional

Gênesis 17:15-21
Malaquias 1:2-3
Mateus 16:13-20
2 Pedro 1:3-11