Sua importância
“Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor teu Deus… e o ames…” (Dt 10.12).
Perguntaram a Jesus qual o maior de todos os mandamentos. Ele respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento” (Mt 22.37-38).
Suas evidências
Serviço e obediência. O texto de Dt 10 diz mais: “Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que… andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração  e de toda a tua alma, para guardardes os mandamentos do Senhor…”  (Dt 10.12-13).
Não pensemos que isto é coisa do Velho Testamento. No final do Novo Testamento, João, “o discípulo amado”, escreveu: “Este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora os seus mandamentos não são pesados” (I Jo 5.3). A expressão “guardar os mandamentos” significa dar atenção à revelação da vontade de Deus e viver de acordo.
“Amar a Deus exige obediência a ele em todos os aspectos da vida, além de chamar outros a obedecerem tambpem – quer essa mensagem agrade, quer não” (Charles Colson, na introdução ao clássico “Uma fé mais forte que as emoções”, de Jonathan Edwards.
Aversão ao pecado. “Vós que amais o Senhor, detestai o mal” (Sl 97.10). “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9). Os que amam a Deus verdadeiramente, têm, logicamente, uma profunda aversão às coisas que desagradam a Deus e não são indulgentes com o pecado, seja o seu próprio ou o dos outros. Sl 119.136, 158; 139.21; Ef 5.11.
Não amar o mundo. “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele…” (I Jo 2.15-16). Tiago foi ainda mais enfático: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4). “Mundo” nesse contexto é essa presente ordem de coisas, incluindo filosofia de vida, ambições, consumismo, orgulho, vaidade, sensualidade, vícios, pecado…  O apóstolo Paulo recomendou: “Não vos conformeis com este século…” (Rm 12.1-2. Ver Ef 5.3-15).
Amar os imãos. “Se alguém disser: amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos, da parte dele, este mandamento: que aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (I Jo 4.20-21).
Suas bênçãos
Todos são abençoados, de um modo ou de outro, quer amem a Deus ou não (Mt 5.45, por exemplo). Mas Deus promete bênçãos específicas e especiais aos que o amam de coração. Como dizemos, ele não deixa por menos. (Mas lembre-se das evidências do amor a Deus!). “Faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam” (Dt 5.10). “Porque a mim se apegou com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo…” (Sl 91.14). “O Senhor guarda a todos os que o amam” (Sl 145.20). “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus…” (Rm 8.28). O contexto indica que não se trata necessariamente de prosperidade, saúde ou ausência de adversidades, mas, sim, de crescimento espiritual, “à imagem de seu Filho”. Na eternidade será ainda melhor: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Co 2.9. Ver Tg 1.2; 2.5).
Sua origem
“O amor procede de Deus… Todo aquele que ama é nascido de Deus…Deus é amor… Nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.7,8,19). Amamos a Deus verdadeiramente somente quando nascemos de Deus, quando temos um encontro com Deus; quando, arrependidos, lhe confessamos nossos pecados e recebemos seu perdão gracioso e amoroso. Começamos uma vida nova, diferente, transformada; é como se tivéssemos nascido de novo (Jo 3.3.5). Então, “o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi outorgado” (Rm 5.5).
Não somos salvos pelo amor que temos a Deus, mas somos salvos para amar, obedecer, servir e viver para Deus aqui e na eternidade!