"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

sábado, 5 de maio de 2012

O marketing incoerente do ‘Dia do Grande Desafio’ da Igreja Mundial



No dia 06 de maio de 2012 a Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo Apóstolo Valdemiro Santiago fará um evento, em São Paulo, denominado ‘Dia do Grande Desafio’. O evento pretende reunir 1 milhão de pessoas.
Até aí, nada de anormal. Todavia, o que vem chamando a atenção é a maneira como está sendo anunciado o evento. Tanto o site da denominação como os bispos da mesma fazem questão de anunciar o evento, centrando-se na pessoa de Valdemiro Santiago e propagando o incomprovado.
Enquanto um bispo diz: “Se você se sente fraco, sem fé ou desanimado, então desafie a fé do Apóstolo Valdemiro Santiago, e Deus também mudará a sua história”, o site da igreja propaga que “a maior concentração de milagres somente vistos na Bíblia”.
À luz da Bíblia, duas aberrações são perceptíveis ao se propagandear o evento. Em relação às palavras do bispo, a incoerência está nas palavras “então desafie a fé do Apóstolo Valdemiro Santiago”. A fé é um ato pessoal. Aquele que põe em execução a sua fé, está reconhecendo a soberania de Deus e, confiante, sabe que Deus pode agir e cumprir Suas promessas. Por várias vezes Jesus Cristo fez questão de testar a fé das pessoas que iam a Ele em busca de um milagre. Naqueles dias, muitos, inclusive, deixaram de receber seus milagres justamente por faltar-lhes a fé. Portanto, a fé de Valdemiro Santiago jamais fará um incrédulo receber sobre si um milagre.
O segundo erro é a forma como o site da igreja refere-se ao evento, como a maior concentração de milagres, exceto os da Bíblia. É impossível saber a proporção das ocorrências dos milagres nos últimos dois mil de história da igreja. Também não é possível ter ciência se no evento haverá uma grande quantidade de milagres da história da igreja, pois a oniciência só pertence a Deus.
Para muita gente, se há erros e absurdos, não importa. O que vale mesmo é o ‘marketing da fé’.

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