"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

SACRIFÍCIO HUMANO E YESHUA! (Parte 1)


Oferecer seres humanos, nomeadamente crianças, em holocausto a uma divindade, é uma das práticas pagãs mais antigas da história, e abomináveis para o Eterno, conforme vários textos das Sagradas Escrituras.
Este é um dos principais problemas apresentados pela maioria dos Judeus praticantes que não crêem que Yeshua seja o Mashiach, e também por anti-missionários:
Como é que Yeshua pode ter protagonizado um sacrifício pelo pecado quando o Eterno se opõe ao sacrifício humano na Sua Lei?” Normalmente reforçam esse argumento citando passagens como esta:
Levítico 18:21 E da tua semente não darás para a fazer passar pelo fogo perante Moloque; e não profanarás o nome de teu Elohim. Eu sou YHWH.
Levítico 20:1-5 Falou mais YHWH a Moisés, dizendo: Também dirás aos filhos de Israel: Qualquer que, dos filhos de Israel ou dos estrangeiros que peregrinam em Israel, der da sua semente a Moloque, certamente morrerá; o povo da terra o apedrejará com pedras. E eu porei a minha face contra esse homem e o extirparei do meio do seu povo, porquanto deu da sua semente a Moloque, para contaminar o meu santuário e profanar o meu santo nome. E, se o povo da terra de alguma maneira esconder os olhos daquele homem que houver dado da sua semente a Moloque e o não matar, então, eu porei a minha face contra aquele homem e contra a sua família e o extirparei do meio do seu povo, com todos os que se prostituem após ele, prostituindo-se após Moloque.
Deuteronómio 12:31 Assim não farás a YHWH, teu Elohim, porque tudo o que é abominável a YHWH e que ele aborrece fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram com fogo aos seus deuses.
“Fazer passar [o filho] pelo fogo perante Moloque”, é um eufemismo do sacrificar um filho ao deus Moloque (um dos muitos nomes de satanás no paganismo que exigia o sacrifício de crianças).
É clarividente que YHWH não deseja que sacrifiquemos os nossos filhos a Moloque, então como é que YHWH sacrificou o Seu próprio Filho por nós? Não seria estar a ir contra a Sua própria palavra no que ao tema diz respeito?
Quando Yeshua foi abordado pelos Saduceus, que lhe perguntaram sobre de quem seria a mulher após a ressurreição se ela tivesse tido sete maridos e nenhum filho de qualquer um deles, Yeshua responde-lhes que eles não conheciam nem a Palavra nem o Poder do Eterno, porque após a ressurreição, ninguém se dará em casamento como acontece agora (Mateus 22:23-33).
Yeshua contrapôs definitivamente as suas crenças ao falar no episódio da sarça-ardente (Êxodo 3:1-6), Ele disse que Elohim é Elohim dos vivos, não dos mortos, mostrando que todos os que morreram estão vivos para YHWH, isto não é difícil de entender, quando sabemos que o Eterno, é o provedor da vida, tendo Ele poder para fazer reviver qualquer um que tenha morrido.
Por essa razão é que a Palavra nos ensina que os que morreram, estão mortos numa perspectiva terrena, mas numa perspectiva mais elevada, apenas dormem no Senhor.
Quando Yeshua foi questionado hipocritamente pelos Fariseus sobre se um homem se podia divorciar da sua mulher por qualquer infracção (Deuteronómio 24:1-4), Yeshua respondeu-lhes perguntando-lhes o que dizia a Lei sobre isso.
Eles responderam que Moisés dá-lhes essa possibilidade, mas Yeshua diz-lhes que isso só foi permitido por causa da dureza dos seus corações (Mateus 19:3-9).
Aqui reside a chave de toda esta questão; a Torá, não se resume apenas aquilo que nós pensamos das leis e estatutos etc. A Torá pode ser, e é, usada pelo Eterno, neste caso através do Seu Filho, para nos mostrar algo que nós (tal como os Fariseus e os Saduceus antes de nós), não entendíamos até que Yeshua nos esclarecesse, e como essas existem outras questões que por vezes interpretamos de forma equivocada!
Esse conceito aplica-se também à ideia do Eterno ser capaz de sacrificar o Seu Filho Yeshua.
Quando o Eterno prova Abraão, ao pedir-lhe que sacrifique o seu único filho unigénito Isaque, sacrifício esse que se ficou pela intenção, não sendo consumado porque foi impedido pelo Anjo de YHWH – tantas vezes citado no Tanach), Ele providencia um substituto de Isaque, um carneiro.
Esta é uma sombra perfeita de YHWH a sacrificar o Seu Filho, o Cordeiro de Elohim, por nós.
Este entendimento poderá não convencer um judeu que negue Yeshua, mas esperamos que possa esclarecer os crentes de como é que Elohim pode sacrificar o Seu Filho por nós, apesar do que está escrito em Levítico 20, porque neste caso (ainda que sejam situações distintas), Génesis 22, que também faz parte da Torá, suplanta Levítico 20.
Assim como acontece com a proibição de trabalhar no Shabat (Êxodo 20:8-11; 31:12-17), que é suplantada quando um bebé judeu do sexo masculino, de 8 dias de idade, precisa de ser circuncidado (que é um trabalho) no dia de Shabat (João 7:21-24).
O sacrifício do Filho de Elohim, é parte do Plano divino desde o princípio, e demonstra como é que o Pai pode demonstrar o Seu amor pelo Seu outro Filho – Israel (Êxodo 4:22; Salmos 118:19-24; Jeremias 31:31-34; Romanos 16:25; 1ª Coríntios 2:7; Gálatas 6:16; Efésios 1:4; 2:12; 3:9; 1ª Pedro 1:20; Apocalipse 13:18; 17:8).
Bem diferente dos sacrifícios que eram feitos a Moloque, o sacrifício de Yeshua não é um sacrifício a um deus-pagão, e de facto, essa é apenas uma das várias diferenças, visto que um caso e outro, não têm qualquer tipo de ligação.
Além disso, inerente ao sacrifício do cordeiro(s) pascal no Egipto, porque foi um sacrifício que selou o Pacto entre YHWH e Israel, todos os outros são sacrifícios prescritos pela Torá, e os dois tipos de sacrifício pelo pecado encontrados na Torá estão lá, bem como os outros três tipos de sacrifício.
Inerente ao Pacto Renovado, o sacrifício de Yeshua como Cordeiro de Elohim, contempla todos os conceitos de sacrifício que encontramos nos sacrifícios prescritos pela Torá, os sacrifícios dos pecados intencionais, e não intencionais.
Portanto, SIM, o sacrifício de Yeshua tira (verdadeiramente) os nossos pecados, e purifica-nos de tal modo que o Espírito do Eterno pode habitar em nós (João 14:23), tal como no antigo Tabernáculo de Moisés, visando transformar-nos à imagem de Yeshua, o Cordeiro de Elohim.
Conclusão
Os textos normalmente utilizados para tentar desacreditar a validade do sacrifício de Yeshua, são forçosamente aplicados, quando na realidade são situações totalmente distintas.
Nesses textos, o Eterno condena uma prática pagã, de sacrificar os filhos no fogo como acto de adoração a uma divindade. Nunca o Eterno ordenou tão abominável prática, e disse para não O adorarmos da mesma forma que os pagãos adoravam aos seus deuses.
O que aconteceu no sacrifício de Yeshua, foi totalmente distinto. Foi o plano divino (e por isso perfeito) que o Eterno traçou (não os homens), para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida Eterna.
Nos sacrifícios a Moloque, os pagãos mataram um número incontável dos seus filhos como demonstração de devoção a um deus.
No sacrifício de Yeshua, é YHWH que demonstra o seu amor pela humanidade, e que através de um só sacrifício, demonstra que mais ninguém terá que passar pela morte (a segunda), contando que creiam na Perfeição dos Seus planos, e nAquele que Ele enviou.
Isaías 55:8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz YHWH.
Romanos 11:33-36 Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Elohim! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; Louvem-no, pois, a Ele eternamente. Amém!

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