"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A RESSURREIÇÃO DE YESHUA, FRAUDE OU HISTÓRIA? (PARTE 06)


6. A GUARDA JUNTO AO TÚMULO
Mateus 27:62-66 diz: "No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos do que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: Depois de três dias ressuscitarei. Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem, e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao
sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta".
Ao comentar sobre essa passagem, Albert Roper, em Did Yeshua Rise from the Dead? (Yeshua Ressuscitou dos Mortos?), faz as seguintes observações: "Tendo à frente Anás e Caifás, sumos sacerdotes, uma comissão de líderes judeus procurou Pilatos para solicitar que o túmulo onde Yeshua estava sepultado fosse selado e para que uma guarda romana fosse posta ali ao lado. Justificaram o pedido falando do receio de que os amigos de Yeshua viessem sorrateiramente à noite e roubassem Seu corpo a fim de fazer parecer que tinha
havido uma ressurreição".
"A esse pedido o complacente Pilatos respondeu: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parece. E eles foram, seguidos por uma guarda de soldados romanos, composta de dez a trinta soldados, os quais, sob a orientação dos judeus, selaram o túmulo de José de Arimatéia com os Selos Imperiais de Roma, também imprimindo em cera o sinete oficial do próprio procurador romano, sendo que constituía um crime muito sério o simples ato de obliterar ou destruir esse selo. Assim, sem o saber, esses zelosos inimigos de Yeshua com antecedência lançaram um desafio irrespondível à explicação
que posteriormente dariam sobre a ressurreição — uma explicação que, pela própria natureza das coisas, não explicou e, logicamente, não poderia explicar" a ressurreição.
O professor Albert Roper prossegue: "No comando da guarda estava um centurião designado por Pilatos, presumivelmente alguém em quem ele depositava toda confiança, centurião cujo nome, de acordo com a tradição, era Petrônio".
"Portanto, é razoável presumir que havia motivos para confiar que esses representantes do Imperador cumpririam o dever de guardar o túmulo de modo tão rigoroso e fiel como haviam executado a crucificação. Não possuíam o menor interesse na tarefa a que foram designados. Seu único propósito e obrigação era cumprir estritamente o seu dever de soldados do império romano, ao qual haviam dedicado sua lealdade. O selo romano aposto na pedra, ali no túmulo de José, era para eles bem mais sagrado do que toda a filosofia de Israel ou a santidade das antigas crenças do povo de Deus. Soldados com suficiente sangue frio para sortear a capa de uma vítima agonizante não são o tipo de gente que seria enganada por tímidos galileus ou que arriscaria o pescoço por dormir no posto".
Tem havido bastante debate sobre a expressão encontrada em Mateus 27:65: "Aí tendes uma escolta." A questão é se essa expressão se refere à "polícia do templo" ou a uma "escolta romana". O professor Alford diz que se pode traduzir a frase de duas maneiras: "(1), com o verbo no modo indicativo, tendes, mas aí surge a questão: que escolta eles tiveram? e se já tinham uma, por que ir até Pilatos? Talvez devamos interpretar como sendo algum destacamento posto à disposição deles durante a festa — mas parece que não existe qualquer registro de tal prática... (2)... com o verbo no imperativo... com o que o sentido... seria: tomai um grupo de homens para servir de guarda ". E. Le Camus diz: "Alguns acreditam que Pilatos aqui se refere aos servidores do templo, os quais os sumos sacerdotes tinham a seu serviço e que eles podiam, com vantagem, empregar na guarda de um túmulo. Seria mais fácil explicar o suborno destes últimos do que o suborno de soldados romanos,
induzindo-os a dizer que haviam dormido enquanto deveriam estar vigiando.
No entanto, a palavra... (koustodia, de origem latina, parece indicar uma escolta romana, e a menção do governador... (São Mateus 28:14) deve fazer com que esta interpretação prevaleça".
A. T. Robertson, o renomado erudito da língua grega, diz que na expressão "echete koustodian o verbo está no presente do imperativo ('tomai uma escolta') e se refere a uma escolta de soldados romanos, e não a simples guardas do templo". Além disso, Robertson observa que "a palavra latina koustodia aparece num papiro de 22 A.D."
O professor T. J. Thorbum comenta: "Geralmente se crê que Mateus, ao mencionar a escolta, quis se referir a uma escolta de soldados romanos... No entanto, os sacerdotes dispunham de uma guarda judaica para o templo, que provavelmente não teria permissão dos romanos para desempenhar quaisquer tarefas fora da área do templo. Pode-se entender, portanto, a resposta de Pilatos em qualquer um dos dois sentidos: ou 'tomai uma escolta' ou 'vós tendes uma escolta' (uma forma polida de rejeitar o pedido, caso este fosse um pedido de soldados romanos). Caso a escolta tenha sido judaica, isso explicaria o fato de que Pilatos não fez caso da negligência. O versículo 14 ('Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o
persuadiremos, e vos poremos em segurança.'), contudo, parece ir contra essa idéia..."
A. B. Bruce diz o seguinte sobre a expressão "vós tendes": "... provavelmente é o modo imperativo, não o indicativo — apanhai as vossas sentinelas, a aquiescência imediata de alguém que acredita que provavelmente não haverá necessidade da escolta, mas que não faz objeções para poder satisfazer o desejo deles numa questão sem importância".
Arndt e Gingrich (A Greek-English Lexicon of theNew Testament - Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento. University of Chicago Press, 1952) a definem {koustodia) como sendo "uma escolta composta de soldados" (Mateus 27:66; 28:11)... 'tornai uma escolta" 27:65.
O professor Harold Smith, no livro A Dictionary of Yeshua and the Gospels (Dicionário de Yeshua e dos Evangelhos) fornece as seguintes informações sobre a escolta romana:
"ESCOLTA ou GUARDA - Tradução da palavra grega koustodia, proveniente do latim custodia, Mateus 27:65, 66; 28:11. Os principais sacerdotes e fariseus obtiveram de Pilatos uma escolta para guardar o sepulcro. A necessidade da autorização de Pilatos e o risco de punição aplicada por ele (Mateus 28:14) mostra que essa escolta deve ter se consistido não de guardas judeus do templo, mas de soldados da corte romana em Jerusalém; é possível, embora improvável, que tenham sido os mesmos soldados que haviam guardado a cruz... Em Mateus 27:65 o verbo está provavelmente no imperativo: 'tomai uma escolta'".
O dicionário de Latim de Lewis e Short registra o seguinte verbete: "Custodia, ae. substantivo feminino — vigilancia, vigilia, guarda, cuidado, proteção. 1. Geralmente no plural e em linguagem militar: pessoas que servem de guardas, escolta, vigia, sentinela".
O contexto parece confirmar a idéia de que foi uma "escolta romana" a que foi empregada para proteger o túmulo de Yeshua. Se Pilatos, para se ver livre deles, lhes tivesse dito que usassem os "guardas do templo", então estes seriam responsáveis perante os principais sacerdotes e não perante Pilatos. Todavia, caso Pilatos lhes tenha entregado uma "escolta romana" para guardar o túmulo, então essa escolta seria responsável perante Pilatos e não perante os principais sacerdotes. A chave para elucidar a questão encontra-se nos versículos 11 e 14 do capítulo 28.
O versículo 11 diz que os guardas vieram e relataram o ocorrido aos principais sacerdotes. À primeira vista parece que eles eram responsáveis perante os principais sacerdotes. Mas, se alguns dos guardas tivessem contado o caso a Pilatos, seriam mortos imediatamente, conforme será explicado logo abaixo. O versículo 14 confirma que era uma escolta romana, diretamente subordinada a Pilatos.
"Caso isto chegue ao conhecimento do governador, nós o persuadiremos, e vos poremos em
segurança." Se eles eram guardas do templo, por que se preocupar com a possibilidade de Pilatos ouvir a respeito? Não há qualquer indício de que Pilatos tivesse jurisdição sobre os guardas do templo. Creio que o que ocorreu foi o seguinte: Eles formavam uma "escolta romana" a quem Pilatos dera instruções para guardar o túmulo, a fim de agradar toda a hierarquia religiosa judaica e de manter bom relacionamento com ela. Com bastante tato os principais sacerdotes solicitaram uma "escolta romana" (Mateus 27:64): "Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança..."
Se os sacerdotes tivessem desejado colocar guardas do templo junto ao túmulo, não teria havido necessidade de que o governador tratasse disso. E tendo acontecido a ressurreição, os soldados romanos vieram até aos principais sacerdotes em busca de proteção, pois sabiam que os sacerdotes poderiam influenciar Pilatos e evitar que fossem executados: "... nós o persuadiremos (isto é, ao governador Pilatos), e vos poremos em segurança" (Mateus 28:14b).
3D. A disciplina militar dos romanos
George Currie, falando acerca da disciplina dos soldados romanos, diz: "O castigo para quem
abandonasse o posto era a morte, conforme determinavam as leis (Dion. Hal., Antiq. Rom., 8.79). O mais famoso discurso sobre a rigidez da disciplina militar é aquele de Políbio (6.37-38), que menciona que o medo de punições fazia com que os soldados dedicassem total atenção ao dever, especialmente nas vigílias da noite. Esse texto carregava consigo a autoridade de alguém que estava descrevendo o que tivera oportunidade de ver com os próprios olhos. Em geral suas afirmações são citadas por outros autores".
Citando Políbio, o professor Currie diz: "Passar por um corredor de soldados munidos de porretes... é citado como um castigo para faltas cometidas durante as vigílias noturnas, roubo, falso testemunho e ferimentos infligidos no próprio corpo; também se menciona a dizimação como castigo para a deserção motivada por covardia".
Currie prossegue: "Vegécio fala da atenção que o comandante da legião dedicava diariamente à rígida disciplina (Instituicoes Militares, 11.9). E Vegécio deixa bem claro (Instituicoes Militares, 1.21) que os romanos de períodos anteriores (da época de Yeshua) exerciam uma disciplina mais rígida do que em sua própria época".
Ao falar acerca dos comentários de Vegécio sobre o exército romano, Currie diz: "O sistema que ele descreveu prescrevia as mais severas punições. O toque de atacar era o toque que a trombeta soava para anunciar uma execução (11.22). O comandante da legião tinha o dever de, diariamente, manter a mais estrita disciplina das tropas (11.9)".
Currie destaca: "Dentre os vários castigos previstos na Consolidação (de Justiniano) (49.16), dezoito faltas cometidas por soldados são passíveis de morte. A saber: o espião que ficar com o inimigo (-3.4), desertar (-3.11; -5.1-3), perder ou abandonar a sua própria arma (-3.13), desobedecer em tempo de guerra (-3.15), fugir do acampamento (-3.17), principiar uma insurreição (-3.19), recusar proteger um oficial ou abandonar o seu próprio posto (-3.22), sendo convocado, se esconder do serviço militar (-4.2), assassinar (-4.5), atacar um superior ou insultar um general (-6.1), empreender uma retirada quando o exemplo influenciaria os outros (-6.3), revelar os planos ao inimigo (-6.4; -7), ferir um camarada de armas com uma espada (- 6.6), incapacitar-se a si mesmo ou tentar suicídio sem motivo razoável (-6.7), abandonar a vigília noturna (-10.1), quebrar o barrete do centurião ou beber nele enquanto é punido (13.4), fugir da casa da guarda (-13.5) e perturbar a paz (-16.1)".
O professor Currie documenta os seguintes exemplos, extraídos dos anais da história militar romana, que refletem o tipo de medidas disciplinares empregadas no exército romano: "Em 418 um soldado que carregava o estandarte não conseguia manter o passo, pelo que o general o matou com as próprias mãos; em 390 um soldado que dormiu em serviço foi atirado do cume do Capitólio (Consolidação, 49.16.3.6; 110.1); em 252 um soldado foi espancado e rebaixado de posto por negligência; em 218 há um caso de punição por negligência; em 195 um soldado que não conseguia manter o passo foi golpeado com uma
arma... Os tipos de punição acima mencionados certamente justificam o uso do adjetivo 'severo' em relação a eles".
Currie comenta ainda mais: "Uma vez que, dentre 102 casos em que se menciona a punição, a pena de morte foi aplicada em 40, fica claro que as punições no exército romano eram mais severas em relação às dos exércitos modernos". Currie se refere ao exército romano como "um instrumento de conquista e dominação" e, concernente à rígida disciplina, ele escreve: "Valério Máximo... cita a fiel observância da disciplina e doutrina militares (11.8 introdução; 11.9 introdução) (como sendo a razão básica para) as amplas conquistas e o vasto poder de Roma".
T. G. Tucker apresenta uma marcante descrição do armamento que um soldado romano costumava carregar: "Na mão direita ele costuma carregar a famosa lança romana. É uma arma resistente, com mais de um metro e oitenta centímetros de comprimento, feita com uma afiada cabeça de ferro afixada numa vara de madeira, a qual o soldado pode usar como uma baioneta ou atirar como um dardo e, então, lutar frente a frente com a espada. No braço esquerdo está um largo escudo, que pode ter vários formatos diferentes. Um formato comum é o escudo curvado nas extremidades para o lado de dentro, tal como a seção de um
cilindro de cerca de um metro e vinte centímetros de altura por uns setenta e cinco centímetros de largura. Outro formato é o hexagonal — com um desenho em forma de diamante, mas com as pontas do diamante em ângulos retos. Às vezes é oval. É feito de vime ou de madeira, e coberto de couro e adornado com um brasão metálico, sendo que um brasão bastante conhecido é o de um raio. O escudo é carregado não apenas com a ajuda de uma alça, mas pode ser sustentado por um cinto que passa por cima do ombro direito. A
fim de não atrapalhar o movimento do escudo, a espada — uma arma mais para furar do que para cortar, com quase noventa centímetros de comprimento - fica pendurada do lado direito num cinto que passa por sobre o ombro esquerdo. Embora essa colocação da espada possa parecer desajeitada, é preciso lembrar que a espada não é necessária até que a mão direita se veja livre da lança e que, então, antes de puxá-la, a arma possa facilmente passar para o lado esquerdo por meio do cinto que a segura. No lado esquerdo o soldado
carrega um punhal preso ao cinto".
4D. O que era uma escolta romana?
Na obra Dictionary of Greek and Roman Antiquities (Dicionário sobre a Grécia e a Roma Antiga), o professor William Smith nos oferece alguma informação sobre o número de homens que compunha uma "escolta" romana. Segundo o dr. Smith, a manipula (uma subdivisão da legião romana), que tinha 120 ou 60 homens, "fornecia... para o tribuno a que fosse especialmente designada... duas escoltas... de quatro homens cada, que mantinham guarda, alguns defronte e outros detrás da tenda, entre os cavalos. Podemos assinalar, de passagem, que o número normal de soldados numa escolta romana era quatro... sendo que
destes um sempre estava de sentinela, enquanto que os outros desfrutavam um certo descanso, prontos, no entanto, a se pôr em ação ao primeiro sinal de alerta".
O professor Harold Smith relata: "Uma escolta era geralmente composta de quatro homens (Políbio, 6.33), cada um dos quais vigiava no seu turno enquanto os demais descansavam ao lado de modo a se porem em ação ao menor sinal; mas neste caso é possível que o número de guardas tenha sido maior".
Sobre uma escolta o professor Whedon diz: "Provavelmente era uma guarda composta de quatro soldados. Certamente esse era o número dos que vigiaram a crucificação. João 19:23..."
5D. O que era a guarda do templo?
O historiador judeu Alfred Edersheim nos fornece as seguintes informações sobre a "guarda do templo": "A noite, guardas eram colocados em vinte e quatro postos junto às portas e aos pátios. Desses postos, vinte e um eram ocupados apenas por levitas; os outros três postos, mais no interior do conjunto de edifícios, eram ocupados igualmente por sacerdotes e levitas. Cada guarda era constituída por dez homens, de modo que, ao todo, duzentos e quarenta levitas e trinta sacerdotes estavam de serviço todas as noites. Os guardas do templo eram substituídos durante o dia, mas não durante a noite. Esta os romanos
dividiam em quatro vigílias, mas os judeus corretamente dividiam em três, sendo que a quarta vigília era, na verdade, a vigília da manhã".
The Mishnah (A Mishnah; traduzida para o inglês por Herbert Danby, Oxford University Press, 1933) diz o seguinte acerca da guarda do templo: "Os sacerdotes montavam guarda em três lugares do templo: na Câmara de Abtinas, na Câmara da Chama e na Câmara do Coração; e os levitas em vinte e um lugares: nas cinco portas que ficaram no muro externo do templo, nos quatro cantos internos desse, muro, nas cinco portas do Pátio do Templo, nas quatro esquinas do lado de fora do pátio, na Câmara das Oferendas, na Câmara da Cortina e atrás do lugar onde ficava o propiciatório". 44/Middoth
O professor P. Henderson Aitken registra o seguinte: "A responsabilidade desse 'comandante da guarda do templo' era manter a ordem no templo, fazer a ronda nos postos de guarda durante a noite, e verificar que as sentinelas estivessem no seu devido lugar e alerta. Supõe-se que seja a ele e a seus subordinados imediatos que se refira a palavra 'magistrados'... mencionada em Esdras 9:2 e Neemias..."
6D. A disciplina militar da guarda do templo
Alfred Edersheim apresenta a seguinte descrição acerca da rígida disciplina em que trabalhava a guarda do templo: "Durante a noite 'o comandante do templo' fazia suas rondas. Ao aproximar-se, os guardas deviam ficar em posição de sentido e saudá-lo de uma determinada maneira. Qualquer guarda que fosse encontrado dormindo enquanto estava de serviço era espancado ou então tinha suas roupas incendiadas como punição algo que, como sabemos, de fato era aplicado. Daí a advertência a nós que, por assim dizer, estamos aqui como guardas do templo: 'Bem- aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes'
(Apocalipse 16:15)".
A Mishnah mostra o tratamento dado a quem quer que fosse encontrado dormindo durante a vigília: "O oficial da guarda do templo costumava fazer a ronda em cada vigília, tendo atrás de si tochas acesas, e, caso qualquer sentinela não se pusesse em posição de sentido e lhe dissesse: 'Ó oficial da guarda do templo, paz seja contigo!', e ficasse claro que ele estava dormindo, o oficial nele bateria com seu barrete e também tinha o direito de queimar as vestes da sentinela. E alguém perguntaria: 'Que barulho é esse no pátio do templo?' 'É o barulho de algum levita que está apanhando e de suas vestes queimadas porque dormiu durante a hora da sua vigília.' O rabino Eliezer ben Jacob contou: 'Certa vez encontraram o irmão de minha mãe dormindo e puseram fogo em suas vestes"'. 44/Middoth
TheJewish Encyclopedia (A Enciclopédia Judaica) comenta a respeito das "instalações dentro (do templo)", que aqueles que ali estavam de guarda "não tinham permissão para sentar e muito menos para dormir. O comandante da guarda verificava se todos estavam alerta, castigando o sacerdote que encontrasse dormindo no seu posto e, às vezes, até queimando a blusa que a sentinela vestia, para servir de advertência aos outros (Mid. K. 1)".
7D. Conclusão
Com referência às rígidas medidas de segurança tomadas junto ao túmulo de Yeshua, E. Le Camus diz: "Jamais se teve tanta preocupação com um criminoso após sua execução. Acima de tudo, jamais um homem crucificado teve a honra de ser guardado por um pelotão de soldados".
O professor G. W. Clark conclui: "De modo que tudo aquilo que estava ao alcance da habilidade e do cuidado humanos foi feito para evitar uma Ressurreição, a qual estas mesmas precauções diretamente tenderam a apontar e confirmar". 10/Mateus 27:35

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