"Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo" – Isaías 11.1 Obs: Comunidade localizada em São Paulo capital.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Parashá Korách (Corá).

Shalom! Chegamos à parashá Korách (Corá)
, correspondendo ao texto de Nm. 16:1 – 18:32. Nela, veremos um dos eventos mais dramáticos da história de Israel: a grande rebelião de Korách contra o chamado de Moisés e a escolha de Arão e sua família para o sacerdócio. Os rabinos dizem que o espírito de rebelião de Korách é o mesmo espírito que se apodera de todos aqueles que se levantam contra os escolhidos do Eterno. Esse tipo de rebeldia sempre tem por objetivo o poder. O rebelde se levanta contra a posição de autoridade e liderança dada por D-us a uma outra pessoa, sendo esta posição o grande objeto de desejo do rebelde. Como relatado nesta parashá, aquele que se levanta contra as escolhas de D-us está se levantando contra o próprio D-us, e não apenas contra os Seus escolhidos. Moisés diz a Korách: “Ainda também procurais o sacerdócio? Pelo que tu e todo o teu grupo juntos estais contra o SENHOR; e Arão, quem é ele, para que murmureis contra ele?” (Nm 16:10-11) Korách desejava a posição de Arão, ele desejava o sumo sacerdócio. Para obtê-lo, ele se levanta contra a autoridade de Moisés, convencendo Datan, Aviram e Om, todos da tribo de Reuven. Além desses, ele consegue o apoio de 250 príncipes de Israel. O argumento usado por Korách é um discurso tipicamente populista: “Todos são santos!”, ou seja, “todo o povo merece ser sacerdote, todo o povo pode ser mediador. Você Moisés não tem o direito de se elevar sobre o povo. Todos são iguais perante o Eterno, todos somos escolhidos, todos somos sacerdotes!”. O discurso aparentemente “democrático” e politicamente correto de Korách esconde sua ambição. Ele não se importava com o povo de Israel. Todos eram “massa de manobra” para que ele pudesse assumir o lugar de Moisés e Arão. Inveja, hipocrisia, manipulação e feitiçaria estão presentes em todo rebelde. São queridos e populares, carismáticos e sempre com um falso clamor por justiça. Polidos por fora, podres por dentro: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar.” (1Sm 15:23) As Escrituras nos ensinam que os que dão ouvidos ao rebelde, são tão culpados de rebeldia quanto o rebelde. Por essa razão, não apenas Korách foi tragado nas profundezas da terra, mas Datan, Aviram, Om e suas famílias. Todos os 250 príncipes também foram punidos com fogo da parte do Eterno. Como discípulos de Yeshua, precisamos ter cuidado para não incidirmos em nenhum tipo de rebeldia contra os ungidos de D-us. O rabino Shaul nos adverte para não ouvirmos acusações contra líderes congregacionais "exceto com base em duas ou três testemunhas" (1 Tm 5:19). O autor de Hebreus diz para "obedecermos aos nossos líderes sendo submissos para com eles; pois velam por nossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.” (Hb 13:17). Portanto, não seja rebelde e não empreste seu ouvido para quem difama e maldiz alguém chamado pelo Eterno. Lembre-se: Se a pessoa foi chamada por D-us, você se levantará contra quem lhe deu o chamado. Seja sábio! Rab. Mess.

Matheus Zandona Guimarães Ministério Ensinando de Sião

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